
Em finais do século XIX, com o início da industrialização, começaram a aparecer novos problemas relacionados com o trabalho. O Papa Leão XIII dá conta do "temível conflito" que se estava a gerar "entre o mundo do capital e o do trabalho" dando lugar a uma situação de "miséria imerecida" (encíclica "Rerum Novarum", 15-05-1891).
Problemas como o horário de trabalho em que trabalhava-se de sol-a-sol, como os agricultores. Alguns reformadores sociais já tinham proposto, em várias épocas, a ideia de dividir o dia em três períodos: oito horas de trabalho, oito horas de sono e oito horas de lazer e estudo, proposta que, como sempre, era vista como utópica pelos empregadores.Com o desenvolvimento do associativismo operário, e particularmente do sindicalismo, a proposta da jornada de oito horas tornou-se um dos objectivos centrais das lutas operárias e também causa de violentas repressões e de inúmeras prisões e até morte de trabalhadores.
Passados todos estes anos, a história do movimento operário continua a ser feita de avanços e recuos, vitórias e derrotas. Entre nós, a luta pelo horário de oito horas também tem uma longa história. Só em Maio de 1996 o Parlamento aprovou a lei da semana de 40 horas (oito horas diárias de segunda a sexta feira). No entanto, as horas extras e o trabalho em fins-de-semana, acabam muitas vezes por anular as conquistas consignadas na lei.
As novas formas de organização do trabalho, a precarização e a globalização vem trazer novos problemas que os trabalhadores têm que enfrentar.
A exploração do trabalho infantil e da mulher, bem como dos imigrantes são um desafio permanente à imaginação e à capacidade de organização e de luta dos trabalhadores.
Fábricas a fechar, os preços a aumentar, centenas de pessoas a fazer fila no centro de emprego, onde dia após dia a motivação desaparece, reflectindo-se no aumento da criminalidade e vandalismo que parece querer fazer parte do nosso quotidiano!
Infelizmente Fão não foge à regra, e cada vez mais temos casos deste género, onde o despedimento leva ao endividamento e consequentes penhoras, sendo importante a necessidade de fomentar na sociedade actividades que fomentem a participação das pessoas tendo em vista à resolução dos seus problemas!
Poderá a classe média estar a pagar esta crise? Será uma crise sem fim? Há quem diga que Portugal é o país que melhor se adaptou à crise por não conseguir sair dela, estando permanentemente a ouvir-se falar desta. Estará a sociedade portuguesa cada vez mais dividida entre Ricos e Pobres? Os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres?!
Com 450,00 euros (salário mínimo nacional), será que o trabalhador Português conseguirá sobreviver?
Parabéns aos homens e mulheres trabalhadores deste Portugal. Não se pense que este dia, herdeiro de uma forte tradição de luta operária, à mistura com perseguições, prisões e até mortes, é um dia triste. Não, porque nele também se recordam as conquistas - pequenas e grandes - que os trabalhadores foram conseguindo através dos tempos. É uma longa história que sabe bem recordar e celebrar!
Não é que não concorde, apesar da desactualização no que diz respeito ao valor do salário mínimo, que continua a ser mesmo mínimo mesmo com o aumento que o autor do post desconhecia.
ResponderEliminarMas vai haver alguma manifestação em Fão ou o blog agora não trata só de coisas da terra?
não concordo com o comentário anteriror quando se refere ao ordenado minimo.está correcto o artigo quando diz que o ordenado minimo é de 450€.muitos dos patrões não respeitam a lei em relação ao ordenado.o artigo está muito bom, eo video está demais.parabens pelo blog é um blog muito interessante...
ResponderEliminarO artigo diz 450€ depois de ter sido chamada a atenção através de um comentário anterior, que entretanto foi apagado por alguém.
ResponderEliminarO artigo dizia 426€...
O mais normal seria assumir o erro, porque toda a gente se engana e ou desconhece a realidade, em vez de apagar o comentário que chamava a atenção para esse erro e emendar o artigo como se o engano não tivesse acontecido. São coisas pequenas mas que têm a sua importância...
Boa noite,
ResponderEliminarO artigo acabou de se ser colocado e sim, ouve um pequeno lapso que foi imediatamente corrigido.
Pelo qual pedimos desculpa.
Pequenos lapsos que não são importantes e que permitiram ao autor do post actualizar-se, embora não seja ele quem pague e como tal não tenha reflexos práticos.O valor é esse embora a média de salários do país seja bem maior. Mesmo assim continuam as deslocalizações das empresas para países onde o salário é bem menor e os produtos se tornem mais competitivos. Um pau de 2 bicos!
ResponderEliminarQuanto ao tema ele tem perfeito cabimento neste blogue, que é uma conversa do café e este assunto diz respeito a todos e fica bem abordá-lo pois faz parte da vida de todos nós e tem muito de social, independentemente das filosofias políticas do leitor.É um tema que não faz mal nenhum e omiti-lo é que é defeito, sendo o blogue dirigido aos fangueiros sobretudo, que não vivem,nem viverão indiferentes à sua problemática.
E quem agora escreve até nem tem concepções de esquerda, mas tem de ser realista.
Perfeitamente o comentário anterior!!! RE: pena é que temos gente "meskinha" que curte é pegar por tudo e por nada! são esses que fazem parar um desenvolvimento económico que de ano para ano torna-se cada vez mais pequeno ou nulo, se o pudermos afirmar como tal! O DIA DO TRABALHADOR FOI, É E SERÁ LIGADO A TODO O SER HUMANO, Fangueiros inclusivé...
ResponderEliminarÉ sempre bom falar do dia do trabalhador, pois o dia do trabalhador também passa por Fão, ou aqui não é feriado como nos outros sítios? O blogue também já abordou outros assuntos como a Historia do Natal, e ate mesmo a passagem do ano.
ResponderEliminarRelativamente ao dia do trabalhador, é uma realidade em Fão a cada vez mais desempregados e é uma pena que ninguém se preocupa com essas famílias, que precisam de ajuda mas por vergonha preferem ficar caladas. É a realidade.
Os assuntos no nosso país também interessam ao povo de Fão.
Gostei do vídeo.